Não que os assuntos estejam relacionados, mas estão.
Primeiro, a notícia de hoje: III Conferência de Cultura do DF.
Sou e conheço outros agentes de cultura do DF. Muitos criativos, pró-ativos, pensantes e saudavelmente loucos, outros meio picaretas ou, como diz a minha vó (ela é sábia, por isso eu a cito sempre), safadistas militantes.
Os fóruns são sempre bons para isso mesmo: discutir com quem tem o que discutir, pensar, criar e identificar quem só quer saber mesmo quando sai e de quanto será o financiamento.
O dinheiro, é óbvio, é necessário, mas antes de enfiar a mão na carteira do Agnelo (que na verdade é um carteirão que reúne nossas carteiras todas) precisamos discutir as políticas públicas: quais serão, como vão se organizar, por quem e para quem direcioná-las, essas coisas todas que envolvem a cultura, que eles chamam de direito fundamental (aliás, parabéns por isso!).
Depois: a nova logomarca do Brasil.
Li algumas pessoas criticando a marca nova, principalmente em comparação com a antiga, do governo Lula. Eu gostava da outra. Gostei da nova também.
Fico imaginando o quanto deve ser difícil para uma pessoa ou grupo de pessoas tentar traduzir em um desenho a ideia completa do que somos ou o que desejamos ser como país, todos os objetivos, programas de governo, orgulhos e aspirações culturais, econômicas, de desenvolvimento... Quer dizer, tudo. Da mesma forma, o slogan: tentar dizer isso tudo em uma frase curta.
Gosto disso tudo (tem muita gente que esperneia e diz que as propagandas institucionais só servem para desviar a atenção das reais intenções perniciosas dos governos. Em alguns casos pode até ser, mas como eu aprendi com a Bia esses dias, existe uma diferença grande em dizer que O melhor do Brasil é o brasileiro e pedir que alguém, assim sem questionamentos e por amor à patria, Suporte nossas tropas).
É muito bom ser um país de todos, mas também é (se não for a mesma coisa dita de forma mais direta) fundamental, considerando que somos um país rico, livrar-se da pobreza.