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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Andrew Jennings e o jogo sujo
Íntegra da entrevista do jornalista britânico no programa "Bola da Vez" da ESPN Brasil.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Conferência de cultura e a nossa marca
Não que os assuntos estejam relacionados, mas estão.
Primeiro, a notícia de hoje: III Conferência de Cultura do DF.
Sou e conheço outros agentes de cultura do DF. Muitos criativos, pró-ativos, pensantes e saudavelmente loucos, outros meio picaretas ou, como diz a minha vó (ela é sábia, por isso eu a cito sempre), safadistas militantes.
Os fóruns são sempre bons para isso mesmo: discutir com quem tem o que discutir, pensar, criar e identificar quem só quer saber mesmo quando sai e de quanto será o financiamento.
O dinheiro, é óbvio, é necessário, mas antes de enfiar a mão na carteira do Agnelo (que na verdade é um carteirão que reúne nossas carteiras todas) precisamos discutir as políticas públicas: quais serão, como vão se organizar, por quem e para quem direcioná-las, essas coisas todas que envolvem a cultura, que eles chamam de direito fundamental (aliás, parabéns por isso!).
Depois: a nova logomarca do Brasil.
Li algumas pessoas criticando a marca nova, principalmente em comparação com a antiga, do governo Lula. Eu gostava da outra. Gostei da nova também.
Fico imaginando o quanto deve ser difícil para uma pessoa ou grupo de pessoas tentar traduzir em um desenho a ideia completa do que somos ou o que desejamos ser como país, todos os objetivos, programas de governo, orgulhos e aspirações culturais, econômicas, de desenvolvimento... Quer dizer, tudo. Da mesma forma, o slogan: tentar dizer isso tudo em uma frase curta.
Gosto disso tudo (tem muita gente que esperneia e diz que as propagandas institucionais só servem para desviar a atenção das reais intenções perniciosas dos governos. Em alguns casos pode até ser, mas como eu aprendi com a Bia esses dias, existe uma diferença grande em dizer que O melhor do Brasil é o brasileiro e pedir que alguém, assim sem questionamentos e por amor à patria, Suporte nossas tropas).
É muito bom ser um país de todos, mas também é (se não for a mesma coisa dita de forma mais direta) fundamental, considerando que somos um país rico, livrar-se da pobreza.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Arranca-rabo educado sobre o 'lulismo'
Não gosto tanto da rotulação 'presidentista' (varguismo, lulismo...) mas - para quem tiver paciência - a série de vídeos do debate entre André Singer e José Arthur Giannotti promovido pelo instituto Moreira Salles (responsável pelas revistas Piauí e Serrote, por exemplo) está muito boa. Começa assim:
E os outros estão aqui.
E enquanto estiver na página deles, aproveite para ler as cartas trocadas por Daniel Galera e André Conti.
Desentendimento: lulismo (Bloco 01) from IMS - Instituto Moreira Salles on Vimeo.
E os outros estão aqui.
E enquanto estiver na página deles, aproveite para ler as cartas trocadas por Daniel Galera e André Conti.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Cabeça de cartola
* Peço, de antemão, desculpas a quem não goste ou não acompanhe futebol pelo texto abaixo.
Não é por ser são-paulino que sou contra a unificação dos títulos brasileiros.
Pessoas que com certeza terão muito mais dados e argumentos do que eu (PVC, Juca Kfouri, Mauro Cezar, Tostão...) vão conseguir explicar melhor porque isso tudo é mais pensado e politicamente direcionado do que parece e que, no fundo, não representa nenhum acréscimo ou decréscimo real no mérito e história dos clubes envolvidos.
O que mais me impressiona, na verdade, é a mentalidade dos cartolas brasileiros, principalmente dos que se posicionam a favor da unificação simplesmente pela ganância de "prevalecer" numericamente sobre os rivais. E a CBF, sob Ricardo Teixeira,- estes sim, cada vez mais "soberanos" - aproveita-se da cegueira simplista de dirigentes e torcedores para utilizá-los como massa de manobra política, ainda que fazendo com que se sintam lembrados, honrados, vitoriosos. Mais do que isso, ironicamente, presidentes que prometiam ser "alternativas de gestão modernizantes" como Luiz Gonzaga Belluzzo, do Palmeiras, e Luis Alvaro de Oliveira, do Santos, encampam sorridentes o papel de marionetes de uma Confederação Brasileira de Futebol cada vez menos legítima (para dizer o mínimo).
Um bom exemplo de como é rasa e contraditória a linha de raciocínio "numericista": há pouco tempo o Palmeiras reivindicava como título mundial o torneio conquistado em 1951, batizado Copa Rio, e o Santos desde sempre comemora o seu bi-mundial, conquistado em 62 e 63. Nenhuma das competições, no entanto - como lembra o blog bate-pronto do Estadão - é reconhecida pela FIFA como o Mundial de Clubes. Qual é, então, a regra? Valem só os títulos reconhecidos por entidades oficiais ou não? Será que os clubes estão dispostos a "trocar" alguns títulos por outros? Haverá uma próxima cerimônia da CBF na qual Pelé devolverá suas medalhas dos mundiais?
O futebol não é isso. Não é um jogo chato de somar e subtrair criado por uma instituição ou mandatário, que premia e pune da maneira que bem entende. Como se mede, então, a superioridade de um time sobre o outro? Maior número de campeonatos brasileiros (e o que são campeonatos brasileiros)? Número de estaduais (ou a média de estaduais pela idade do time em questão)? Libertadores e mundiais têm mais peso? Maiores torcidas contam? E na conta das maiores torcidas entram pessoas de todas as idades? Existem clubes mais e menos vencedores, mais e menos populares, mais e menos tradicionais. Cada um com sua devida importância real, conquistada dentro de campo. Não nos é imposta goela abaixo.
Nenhuma das equipes teoricamente beneficiadas deveriam ou precisariam mendigar (ou barganhar) títulos, nacionais ou internacionais.
Principalmente quando a esmola vem de fonte tão duvidosa.
*update: mais (boas) opiniões: Juca e Roberto Porto.
Não é por ser são-paulino que sou contra a unificação dos títulos brasileiros.
Pessoas que com certeza terão muito mais dados e argumentos do que eu (PVC, Juca Kfouri, Mauro Cezar, Tostão...) vão conseguir explicar melhor porque isso tudo é mais pensado e politicamente direcionado do que parece e que, no fundo, não representa nenhum acréscimo ou decréscimo real no mérito e história dos clubes envolvidos.
O que mais me impressiona, na verdade, é a mentalidade dos cartolas brasileiros, principalmente dos que se posicionam a favor da unificação simplesmente pela ganância de "prevalecer" numericamente sobre os rivais. E a CBF, sob Ricardo Teixeira,- estes sim, cada vez mais "soberanos" - aproveita-se da cegueira simplista de dirigentes e torcedores para utilizá-los como massa de manobra política, ainda que fazendo com que se sintam lembrados, honrados, vitoriosos. Mais do que isso, ironicamente, presidentes que prometiam ser "alternativas de gestão modernizantes" como Luiz Gonzaga Belluzzo, do Palmeiras, e Luis Alvaro de Oliveira, do Santos, encampam sorridentes o papel de marionetes de uma Confederação Brasileira de Futebol cada vez menos legítima (para dizer o mínimo).
Um bom exemplo de como é rasa e contraditória a linha de raciocínio "numericista": há pouco tempo o Palmeiras reivindicava como título mundial o torneio conquistado em 1951, batizado Copa Rio, e o Santos desde sempre comemora o seu bi-mundial, conquistado em 62 e 63. Nenhuma das competições, no entanto - como lembra o blog bate-pronto do Estadão - é reconhecida pela FIFA como o Mundial de Clubes. Qual é, então, a regra? Valem só os títulos reconhecidos por entidades oficiais ou não? Será que os clubes estão dispostos a "trocar" alguns títulos por outros? Haverá uma próxima cerimônia da CBF na qual Pelé devolverá suas medalhas dos mundiais?
O futebol não é isso. Não é um jogo chato de somar e subtrair criado por uma instituição ou mandatário, que premia e pune da maneira que bem entende. Como se mede, então, a superioridade de um time sobre o outro? Maior número de campeonatos brasileiros (e o que são campeonatos brasileiros)? Número de estaduais (ou a média de estaduais pela idade do time em questão)? Libertadores e mundiais têm mais peso? Maiores torcidas contam? E na conta das maiores torcidas entram pessoas de todas as idades? Existem clubes mais e menos vencedores, mais e menos populares, mais e menos tradicionais. Cada um com sua devida importância real, conquistada dentro de campo. Não nos é imposta goela abaixo.
Nenhuma das equipes teoricamente beneficiadas deveriam ou precisariam mendigar (ou barganhar) títulos, nacionais ou internacionais.
Principalmente quando a esmola vem de fonte tão duvidosa.
*update: mais (boas) opiniões: Juca e Roberto Porto.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O velho truque índio
As pessoas (quais?) geralmente se revoltam quando políticos agem em benefício próprio, como fizeram ontem (aqui, aqui e aqui).
Legal pessoas, é muito bom revoltar-se em causa boa.
Só que, depois, uma pessoa (e, portanto, representante das pessoas) diz: "assim é fácil, ué, se eu pudesse aumentar meu próprio salário também aumentava".
(A minha vó chama isso de 'o velho truque índio'. Na verdade, eu não sei se a expressão se aplica aqui, mas me parece um velho truque [não índio] esse de criticar aos que tem poder para autobeneficiar-se com o dinheiro público, mais pela inveja de não poder fazer o mesmo do que pela raiva que dá ver nosso dinheiro utilizado assim, como ferramenta.)
Daí o representante das pessoas perde, para mim, toda sua 'representatividade'.
O mais importante, mesmo, encontramos aqui (clique)!
O nome das pessoas que, porque podem, tomam esse tipo de decisão.
* E se você é contra, assine.
Legal pessoas, é muito bom revoltar-se em causa boa.
Só que, depois, uma pessoa (e, portanto, representante das pessoas) diz: "assim é fácil, ué, se eu pudesse aumentar meu próprio salário também aumentava".
(A minha vó chama isso de 'o velho truque índio'. Na verdade, eu não sei se a expressão se aplica aqui, mas me parece um velho truque [não índio] esse de criticar aos que tem poder para autobeneficiar-se com o dinheiro público, mais pela inveja de não poder fazer o mesmo do que pela raiva que dá ver nosso dinheiro utilizado assim, como ferramenta.)
Daí o representante das pessoas perde, para mim, toda sua 'representatividade'.
O mais importante, mesmo, encontramos aqui (clique)!
O nome das pessoas que, porque podem, tomam esse tipo de decisão.
* E se você é contra, assine.
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