E é mesmo fácil observar como boas e más atitudes vindas de outras pessoas nos predispõem a agir da mesma forma, com elas, de volta, ou em novos encontros. Bem que o profeta disse: "Gentileza gera gentileza", ou o velho dito dito pelo Dito dizia: "Violência gera violência"... enfim, a tendência é que se esp(e)alhe.
Pensando nisso, é interessante considerar a internet e o sem-número de redes sociais das quais participamos ativa ou passivamente (ui!). A rede possibilita não só a ampliação do número de encontros diários como dispara também o contador de oportunidades nas quais eles possam acontecer. Os esbarrões não se limitam mais a conhecidos ou frequentadores de um mesmo lugar, mas ampliam-se a novas comunidades reunidas por: interesses comuns, localização geográfica, faixa etária... quase tudo.
A grande vantagem, gente brasileira, desses encontros não-presenciais é a possibilidade (única) de ampliar o alcance dos resultados de bons encontros e minimizar as consequências ruins dos maus. O twitter por exemplo: ainda é muito positivo o saldo da balança de coisas boas e ruins que saem dali. Bons encontros geram mobilizações organizadas, protestos sérios, troca rápida de ideias e informações, transparência etc. Opiniões vazias, pílulas de raiva mal resolvida, rivalidades sem sentido, ofensas e reclamações que não interessam coletivamente - geralmente produzidas por pessoas que não nos propiciariam bons encontros pessoalmente - resultam, quando muito, na replicação (trend topicando, às vezes) de palavras negativas que, com a velocidade das coisas virtuais, perdem sentido rapidamente e que (melhor ainda) podem ser simplesmente ignoradas.
É como imaginar toda a 'moral da história' do filme Crash, ampliar aquela ideia toda e pensar que pode-se tirar um proveito racional disso. Beleza, né?